Vício em pornografia
Enviado: Sex 27 Mar 2026, 18:16
Esse é um assunto que queria abordar há tempos, desde que o Macho Natural era apenas um blog e não um fórum, mas fiquei inspirado com algumas mensagens que li aqui e recebi.
Quando eu tinha meus 9 ou 10 anos, estudava na parte da manhã e como alguns dos meus amigos e colegas deram da mesma rua, a gente se reunia para brincar na rua mesmo. Como era uma tranquila, dava para correr e andar de bicicleta.
Certa vez, um dos vizinhos despejou o lixo na frente da casa e causou um rebuliço na garotada porque entre uma sacola e outra estava uma revista da Playboy. Na época eu sabia do que se tratava, mas nunca tive acesso a uma revista de “mulher pelada”, por razões óbvias. Acontece que um dos meus amigos que achou fez um estardalhaço quando começou a folhear. Eu nem consegui ver porque minha mãe que estava chegando do trabalho foi reclamar com o vizinho levando a revista e no fim eu não soube o destino dela. Só ouvi meus amigos comentando o que tinham visto e como ficaram alvoroçados com o acontecimento. Eu não entendia aquele entusiasmo todo. Na época eu só queria brincar, nem me interessava por essas coisas de ver gente pelada.
Mas não demorou muito para que meu interesse surgisse. Dois anos depois, descobri a magia que o pênis proporcionava com o autoamor e foi uma época de descobertas. Todo garoto passa por essa fase, faz parte se trancar no banheiro, tocar várias vezes por dia, etc. A minha primeira vez descobri por acidente. Ao tentar uma segunda vez repetir o feito, descobri que não bastava fazer movimentos, precisava de um estímulo.
Na época meu estímulo era minha imaginação e algumas revistas onde mulheres apareciam de biquínis. Eu tinha um ritual de bater uma no banheiro secundário da casa (ninguém usava), ficar completamente pelado e bater uma. Era um ritual demorado e planejado porque usar a imaginação nem sempre era o melhor estímulo. Mas eu gostava do tempo em que passava pelado.
Contudo, com a descoberta da pornografia na internet eu percebia que esse ritual era ruim. Porque agora eu tinha um estímulo visual. Como usava internet discada e usava apenas nos finais de semana, geralmente eu me divertia com fotos (até porque assistir um vídeo era impossível) e baixava elas numa pasta escondida, já que o computador era compartilhado. Não havia aba anônima, então eu ia lá e excluía o histórico do navegador. Nem sempre dava certo, meu pai já tinha visto algumas vezes o histórico da pesquisa. Não brigou comigo, mas toda vez que eu acessava ele dizia pra eu não entrar em sites inadequados para a minha idade. Eu obedecia? Óbvio que não.
A questão é que no início eu me excitava com qualquer imagem que via, então batia uma na frente do computador e era algo rápido. Quando finalmente pude assistir os vídeos agora com uma banda larga de maior velocidade, comecei a ser mais “exigente” em relação ao pornô. Podia passar mais de uma hora procurando um vídeo decente e não me contentava com qualquer coisa que aparecesse na frente. Com o passar dos anos, no auge da adolescência e no início da vida adulta eu precisava ver pornografia todos os dias, finalizando com a masturbação. Não havia ritual para ficar pelado, simplesmente pegava o pênis, tomando cuidado para não sujar as roupas (mas as vezes é inevitável). E no fim eu sentia um grande vazio. Foi uma hora de tempo perdida…
No final das contas a pornografia se torna um vício ruim. Conforme o tempo passa, nem todo vídeo me excita. E a pornografia se tornou algo tão banal hoje em dia que é muito fácil encontrar esse conteúdo e ficar só rolando a tela, sem nada impressionante. Isso já acontece com uma seção qualquer de vídeos nas redes sociais, mas é impressionante também a quantidade de vídeos de teor sexual que fazem sucesso, uma pornografia velada (certamente criadores de conteúdo adulto produzindo algo mais light para “vender” o produto depois). Além disso, notícias de famosos falando da vida sexual sem rodeios pipocam nas redes sociais.
Eu não estou criticando isso. Eu sou muito longe de ser um cara puritano e “casto” para achar o conteúdo abominável, até porque as vezes perco um tempo consumindo, mas isso exemplifica o quão fácil é chegar a esse conteúdo apenas com o feed incitando você a acessar pornografia.
É como um viciado em jogos de aposta vendo inúmeros anúncios de famosos recomendando a “nova plataforma que pagará você se depositar 1 real”. Ele certamente terá vontade de perder esse 1 real e muito mais quando for jogar tentando ganhar algum lucro.
Voltando à pornografia nos tempos atuais, quando finalmente você encontra algo que lhe dê prazer (depois de ver milhares de vídeos), percebe o tempo perdido e sente aquele prazer imediato, como comer um Big Mac no almoço. Te satisfaz naquele momento, mas você poderia ter consumido uma refeição tão prazerosa com mais sustância no lugar.
No caso do prazer sexual, seria o sexo. Muito diferente da pornografia, certamente muito longe do glamour dos atores pornôs, mas muito melhor para a mente e para o corpo do que apenas assistir.
Mas mesmo homens com acesso ao sexo se masturbam, é um comportamento natural. O prazer sexual no fim é uma necessidade fisiológica e como qualquer outra necessidade, para a satisfação, precisa ser feita.
E aí me recordo da minha adolescência, o quão prazeroso era simplesmente tirar a roupa e bater uma usando qualquer artifício sem depender unicamente da visão da pornografia. Reservar um tempo para si, sem perder tempo procurando algo na internet. Você não depende de ninguém, apenas de si, o que torna a experiência mais interessante.
A pornografia como conhecemos é algo realmente recente. Nossos ancestrais certamente se satisfaziam com alguma coisa. Aliás, uns tempos atrás vi uma reportagem dizendo que possivelmente você viu mais pessoas peladas comparando com pessoas que nasceram séculos atrás, ainda mais em culturas que se preservam. Ver um homem sem camisa já era uma afronta.
Então podemos dizer que a pornografia é um vício moderno e como qualquer tipo de vício precisa ser tratado. Até é estranho pensar nisso, mas como é fácil se viciar em algo que parece que não é prejudicial, ver vídeos pornôs, mas qualquer vício é ruim. Álcool, jogos de azar, drogas.
E a pornografia certamente é uma das causas da sexualização do próprio nudismo, mas isso eu já falei neste post aqui
Hoje em dia eu estou trabalhando cada vez mais para não associar as duas coisas. Ficar pelado para mim significava ter prazer sexual, várias vezes através da pornografia.
Hoje em dia eu não sinto vontade de me aliviar todos os dias. Fui experimentando bater recordes de abstinência e como um nudista doméstico sinto que isso melhorou muito. Sem ereções, sem pensar em estímulos sexuais enquanto estou sem roupa, sem pensar em pegar meu pênis a qualquer momento, nem que seja só por sentir um pouco de prazer.
Isso me ajudou a evitar a pornografia ou pelo menos a controlar melhor. Ainda acesso, mas sem exageros, sem passar horas navegando. A masturbação, em dias selecionados na semana se torna muito melhor, eu reservo aquele momento só para mim. Um momentinho que todos os homens precisam ter, mas isolado e controlado.
Qual a opinião de vocês e como a pornografia afetou a suas vidas? Quem quiser compartilhar, comente.
Quando eu tinha meus 9 ou 10 anos, estudava na parte da manhã e como alguns dos meus amigos e colegas deram da mesma rua, a gente se reunia para brincar na rua mesmo. Como era uma tranquila, dava para correr e andar de bicicleta.
Certa vez, um dos vizinhos despejou o lixo na frente da casa e causou um rebuliço na garotada porque entre uma sacola e outra estava uma revista da Playboy. Na época eu sabia do que se tratava, mas nunca tive acesso a uma revista de “mulher pelada”, por razões óbvias. Acontece que um dos meus amigos que achou fez um estardalhaço quando começou a folhear. Eu nem consegui ver porque minha mãe que estava chegando do trabalho foi reclamar com o vizinho levando a revista e no fim eu não soube o destino dela. Só ouvi meus amigos comentando o que tinham visto e como ficaram alvoroçados com o acontecimento. Eu não entendia aquele entusiasmo todo. Na época eu só queria brincar, nem me interessava por essas coisas de ver gente pelada.
Mas não demorou muito para que meu interesse surgisse. Dois anos depois, descobri a magia que o pênis proporcionava com o autoamor e foi uma época de descobertas. Todo garoto passa por essa fase, faz parte se trancar no banheiro, tocar várias vezes por dia, etc. A minha primeira vez descobri por acidente. Ao tentar uma segunda vez repetir o feito, descobri que não bastava fazer movimentos, precisava de um estímulo.
Na época meu estímulo era minha imaginação e algumas revistas onde mulheres apareciam de biquínis. Eu tinha um ritual de bater uma no banheiro secundário da casa (ninguém usava), ficar completamente pelado e bater uma. Era um ritual demorado e planejado porque usar a imaginação nem sempre era o melhor estímulo. Mas eu gostava do tempo em que passava pelado.
Contudo, com a descoberta da pornografia na internet eu percebia que esse ritual era ruim. Porque agora eu tinha um estímulo visual. Como usava internet discada e usava apenas nos finais de semana, geralmente eu me divertia com fotos (até porque assistir um vídeo era impossível) e baixava elas numa pasta escondida, já que o computador era compartilhado. Não havia aba anônima, então eu ia lá e excluía o histórico do navegador. Nem sempre dava certo, meu pai já tinha visto algumas vezes o histórico da pesquisa. Não brigou comigo, mas toda vez que eu acessava ele dizia pra eu não entrar em sites inadequados para a minha idade. Eu obedecia? Óbvio que não.
A questão é que no início eu me excitava com qualquer imagem que via, então batia uma na frente do computador e era algo rápido. Quando finalmente pude assistir os vídeos agora com uma banda larga de maior velocidade, comecei a ser mais “exigente” em relação ao pornô. Podia passar mais de uma hora procurando um vídeo decente e não me contentava com qualquer coisa que aparecesse na frente. Com o passar dos anos, no auge da adolescência e no início da vida adulta eu precisava ver pornografia todos os dias, finalizando com a masturbação. Não havia ritual para ficar pelado, simplesmente pegava o pênis, tomando cuidado para não sujar as roupas (mas as vezes é inevitável). E no fim eu sentia um grande vazio. Foi uma hora de tempo perdida…
No final das contas a pornografia se torna um vício ruim. Conforme o tempo passa, nem todo vídeo me excita. E a pornografia se tornou algo tão banal hoje em dia que é muito fácil encontrar esse conteúdo e ficar só rolando a tela, sem nada impressionante. Isso já acontece com uma seção qualquer de vídeos nas redes sociais, mas é impressionante também a quantidade de vídeos de teor sexual que fazem sucesso, uma pornografia velada (certamente criadores de conteúdo adulto produzindo algo mais light para “vender” o produto depois). Além disso, notícias de famosos falando da vida sexual sem rodeios pipocam nas redes sociais.
Eu não estou criticando isso. Eu sou muito longe de ser um cara puritano e “casto” para achar o conteúdo abominável, até porque as vezes perco um tempo consumindo, mas isso exemplifica o quão fácil é chegar a esse conteúdo apenas com o feed incitando você a acessar pornografia.
É como um viciado em jogos de aposta vendo inúmeros anúncios de famosos recomendando a “nova plataforma que pagará você se depositar 1 real”. Ele certamente terá vontade de perder esse 1 real e muito mais quando for jogar tentando ganhar algum lucro.
Voltando à pornografia nos tempos atuais, quando finalmente você encontra algo que lhe dê prazer (depois de ver milhares de vídeos), percebe o tempo perdido e sente aquele prazer imediato, como comer um Big Mac no almoço. Te satisfaz naquele momento, mas você poderia ter consumido uma refeição tão prazerosa com mais sustância no lugar.
No caso do prazer sexual, seria o sexo. Muito diferente da pornografia, certamente muito longe do glamour dos atores pornôs, mas muito melhor para a mente e para o corpo do que apenas assistir.
Mas mesmo homens com acesso ao sexo se masturbam, é um comportamento natural. O prazer sexual no fim é uma necessidade fisiológica e como qualquer outra necessidade, para a satisfação, precisa ser feita.
E aí me recordo da minha adolescência, o quão prazeroso era simplesmente tirar a roupa e bater uma usando qualquer artifício sem depender unicamente da visão da pornografia. Reservar um tempo para si, sem perder tempo procurando algo na internet. Você não depende de ninguém, apenas de si, o que torna a experiência mais interessante.
A pornografia como conhecemos é algo realmente recente. Nossos ancestrais certamente se satisfaziam com alguma coisa. Aliás, uns tempos atrás vi uma reportagem dizendo que possivelmente você viu mais pessoas peladas comparando com pessoas que nasceram séculos atrás, ainda mais em culturas que se preservam. Ver um homem sem camisa já era uma afronta.
Então podemos dizer que a pornografia é um vício moderno e como qualquer tipo de vício precisa ser tratado. Até é estranho pensar nisso, mas como é fácil se viciar em algo que parece que não é prejudicial, ver vídeos pornôs, mas qualquer vício é ruim. Álcool, jogos de azar, drogas.
E a pornografia certamente é uma das causas da sexualização do próprio nudismo, mas isso eu já falei neste post aqui
Hoje em dia eu estou trabalhando cada vez mais para não associar as duas coisas. Ficar pelado para mim significava ter prazer sexual, várias vezes através da pornografia.
Hoje em dia eu não sinto vontade de me aliviar todos os dias. Fui experimentando bater recordes de abstinência e como um nudista doméstico sinto que isso melhorou muito. Sem ereções, sem pensar em estímulos sexuais enquanto estou sem roupa, sem pensar em pegar meu pênis a qualquer momento, nem que seja só por sentir um pouco de prazer.
Isso me ajudou a evitar a pornografia ou pelo menos a controlar melhor. Ainda acesso, mas sem exageros, sem passar horas navegando. A masturbação, em dias selecionados na semana se torna muito melhor, eu reservo aquele momento só para mim. Um momentinho que todos os homens precisam ter, mas isolado e controlado.
Qual a opinião de vocês e como a pornografia afetou a suas vidas? Quem quiser compartilhar, comente.