Vício em pornografia
- gabriels
- Site Admin
- Mensagens: 246
- Registrado em: Sáb 17 Ago 2024, 17:03
- Has thanked: 98 times
- Been thanked: 92 times
Vício em pornografia
Esse é um assunto que queria abordar há tempos, desde que o Macho Natural era apenas um blog e não um fórum, mas fiquei inspirado com algumas mensagens que li aqui e recebi.
Quando eu tinha meus 9 ou 10 anos, estudava na parte da manhã e como alguns dos meus amigos e colegas deram da mesma rua, a gente se reunia para brincar na rua mesmo. Como era uma tranquila, dava para correr e andar de bicicleta.
Certa vez, um dos vizinhos despejou o lixo na frente da casa e causou um rebuliço na garotada porque entre uma sacola e outra estava uma revista da Playboy. Na época eu sabia do que se tratava, mas nunca tive acesso a uma revista de “mulher pelada”, por razões óbvias. Acontece que um dos meus amigos que achou fez um estardalhaço quando começou a folhear. Eu nem consegui ver porque minha mãe que estava chegando do trabalho foi reclamar com o vizinho levando a revista e no fim eu não soube o destino dela. Só ouvi meus amigos comentando o que tinham visto e como ficaram alvoroçados com o acontecimento. Eu não entendia aquele entusiasmo todo. Na época eu só queria brincar, nem me interessava por essas coisas de ver gente pelada.
Mas não demorou muito para que meu interesse surgisse. Dois anos depois, descobri a magia que o pênis proporcionava com o autoamor e foi uma época de descobertas. Todo garoto passa por essa fase, faz parte se trancar no banheiro, tocar várias vezes por dia, etc. A minha primeira vez descobri por acidente. Ao tentar uma segunda vez repetir o feito, descobri que não bastava fazer movimentos, precisava de um estímulo.
Na época meu estímulo era minha imaginação e algumas revistas onde mulheres apareciam de biquínis. Eu tinha um ritual de bater uma no banheiro secundário da casa (ninguém usava), ficar completamente pelado e bater uma. Era um ritual demorado e planejado porque usar a imaginação nem sempre era o melhor estímulo. Mas eu gostava do tempo em que passava pelado.
Contudo, com a descoberta da pornografia na internet eu percebia que esse ritual era ruim. Porque agora eu tinha um estímulo visual. Como usava internet discada e usava apenas nos finais de semana, geralmente eu me divertia com fotos (até porque assistir um vídeo era impossível) e baixava elas numa pasta escondida, já que o computador era compartilhado. Não havia aba anônima, então eu ia lá e excluía o histórico do navegador. Nem sempre dava certo, meu pai já tinha visto algumas vezes o histórico da pesquisa. Não brigou comigo, mas toda vez que eu acessava ele dizia pra eu não entrar em sites inadequados para a minha idade. Eu obedecia? Óbvio que não.
A questão é que no início eu me excitava com qualquer imagem que via, então batia uma na frente do computador e era algo rápido. Quando finalmente pude assistir os vídeos agora com uma banda larga de maior velocidade, comecei a ser mais “exigente” em relação ao pornô. Podia passar mais de uma hora procurando um vídeo decente e não me contentava com qualquer coisa que aparecesse na frente. Com o passar dos anos, no auge da adolescência e no início da vida adulta eu precisava ver pornografia todos os dias, finalizando com a masturbação. Não havia ritual para ficar pelado, simplesmente pegava o pênis, tomando cuidado para não sujar as roupas (mas as vezes é inevitável). E no fim eu sentia um grande vazio. Foi uma hora de tempo perdida…
No final das contas a pornografia se torna um vício ruim. Conforme o tempo passa, nem todo vídeo me excita. E a pornografia se tornou algo tão banal hoje em dia que é muito fácil encontrar esse conteúdo e ficar só rolando a tela, sem nada impressionante. Isso já acontece com uma seção qualquer de vídeos nas redes sociais, mas é impressionante também a quantidade de vídeos de teor sexual que fazem sucesso, uma pornografia velada (certamente criadores de conteúdo adulto produzindo algo mais light para “vender” o produto depois). Além disso, notícias de famosos falando da vida sexual sem rodeios pipocam nas redes sociais.
Eu não estou criticando isso. Eu sou muito longe de ser um cara puritano e “casto” para achar o conteúdo abominável, até porque as vezes perco um tempo consumindo, mas isso exemplifica o quão fácil é chegar a esse conteúdo apenas com o feed incitando você a acessar pornografia.
É como um viciado em jogos de aposta vendo inúmeros anúncios de famosos recomendando a “nova plataforma que pagará você se depositar 1 real”. Ele certamente terá vontade de perder esse 1 real e muito mais quando for jogar tentando ganhar algum lucro.
Voltando à pornografia nos tempos atuais, quando finalmente você encontra algo que lhe dê prazer (depois de ver milhares de vídeos), percebe o tempo perdido e sente aquele prazer imediato, como comer um Big Mac no almoço. Te satisfaz naquele momento, mas você poderia ter consumido uma refeição tão prazerosa com mais sustância no lugar.
No caso do prazer sexual, seria o sexo. Muito diferente da pornografia, certamente muito longe do glamour dos atores pornôs, mas muito melhor para a mente e para o corpo do que apenas assistir.
Mas mesmo homens com acesso ao sexo se masturbam, é um comportamento natural. O prazer sexual no fim é uma necessidade fisiológica e como qualquer outra necessidade, para a satisfação, precisa ser feita.
E aí me recordo da minha adolescência, o quão prazeroso era simplesmente tirar a roupa e bater uma usando qualquer artifício sem depender unicamente da visão da pornografia. Reservar um tempo para si, sem perder tempo procurando algo na internet. Você não depende de ninguém, apenas de si, o que torna a experiência mais interessante.
A pornografia como conhecemos é algo realmente recente. Nossos ancestrais certamente se satisfaziam com alguma coisa. Aliás, uns tempos atrás vi uma reportagem dizendo que possivelmente você viu mais pessoas peladas comparando com pessoas que nasceram séculos atrás, ainda mais em culturas que se preservam. Ver um homem sem camisa já era uma afronta.
Então podemos dizer que a pornografia é um vício moderno e como qualquer tipo de vício precisa ser tratado. Até é estranho pensar nisso, mas como é fácil se viciar em algo que parece que não é prejudicial, ver vídeos pornôs, mas qualquer vício é ruim. Álcool, jogos de azar, drogas.
E a pornografia certamente é uma das causas da sexualização do próprio nudismo, mas isso eu já falei neste post aqui
Hoje em dia eu estou trabalhando cada vez mais para não associar as duas coisas. Ficar pelado para mim significava ter prazer sexual, várias vezes através da pornografia.
Hoje em dia eu não sinto vontade de me aliviar todos os dias. Fui experimentando bater recordes de abstinência e como um nudista doméstico sinto que isso melhorou muito. Sem ereções, sem pensar em estímulos sexuais enquanto estou sem roupa, sem pensar em pegar meu pênis a qualquer momento, nem que seja só por sentir um pouco de prazer.
Isso me ajudou a evitar a pornografia ou pelo menos a controlar melhor. Ainda acesso, mas sem exageros, sem passar horas navegando. A masturbação, em dias selecionados na semana se torna muito melhor, eu reservo aquele momento só para mim. Um momentinho que todos os homens precisam ter, mas isolado e controlado.
Qual a opinião de vocês e como a pornografia afetou a suas vidas? Quem quiser compartilhar, comente.
Quando eu tinha meus 9 ou 10 anos, estudava na parte da manhã e como alguns dos meus amigos e colegas deram da mesma rua, a gente se reunia para brincar na rua mesmo. Como era uma tranquila, dava para correr e andar de bicicleta.
Certa vez, um dos vizinhos despejou o lixo na frente da casa e causou um rebuliço na garotada porque entre uma sacola e outra estava uma revista da Playboy. Na época eu sabia do que se tratava, mas nunca tive acesso a uma revista de “mulher pelada”, por razões óbvias. Acontece que um dos meus amigos que achou fez um estardalhaço quando começou a folhear. Eu nem consegui ver porque minha mãe que estava chegando do trabalho foi reclamar com o vizinho levando a revista e no fim eu não soube o destino dela. Só ouvi meus amigos comentando o que tinham visto e como ficaram alvoroçados com o acontecimento. Eu não entendia aquele entusiasmo todo. Na época eu só queria brincar, nem me interessava por essas coisas de ver gente pelada.
Mas não demorou muito para que meu interesse surgisse. Dois anos depois, descobri a magia que o pênis proporcionava com o autoamor e foi uma época de descobertas. Todo garoto passa por essa fase, faz parte se trancar no banheiro, tocar várias vezes por dia, etc. A minha primeira vez descobri por acidente. Ao tentar uma segunda vez repetir o feito, descobri que não bastava fazer movimentos, precisava de um estímulo.
Na época meu estímulo era minha imaginação e algumas revistas onde mulheres apareciam de biquínis. Eu tinha um ritual de bater uma no banheiro secundário da casa (ninguém usava), ficar completamente pelado e bater uma. Era um ritual demorado e planejado porque usar a imaginação nem sempre era o melhor estímulo. Mas eu gostava do tempo em que passava pelado.
Contudo, com a descoberta da pornografia na internet eu percebia que esse ritual era ruim. Porque agora eu tinha um estímulo visual. Como usava internet discada e usava apenas nos finais de semana, geralmente eu me divertia com fotos (até porque assistir um vídeo era impossível) e baixava elas numa pasta escondida, já que o computador era compartilhado. Não havia aba anônima, então eu ia lá e excluía o histórico do navegador. Nem sempre dava certo, meu pai já tinha visto algumas vezes o histórico da pesquisa. Não brigou comigo, mas toda vez que eu acessava ele dizia pra eu não entrar em sites inadequados para a minha idade. Eu obedecia? Óbvio que não.
A questão é que no início eu me excitava com qualquer imagem que via, então batia uma na frente do computador e era algo rápido. Quando finalmente pude assistir os vídeos agora com uma banda larga de maior velocidade, comecei a ser mais “exigente” em relação ao pornô. Podia passar mais de uma hora procurando um vídeo decente e não me contentava com qualquer coisa que aparecesse na frente. Com o passar dos anos, no auge da adolescência e no início da vida adulta eu precisava ver pornografia todos os dias, finalizando com a masturbação. Não havia ritual para ficar pelado, simplesmente pegava o pênis, tomando cuidado para não sujar as roupas (mas as vezes é inevitável). E no fim eu sentia um grande vazio. Foi uma hora de tempo perdida…
No final das contas a pornografia se torna um vício ruim. Conforme o tempo passa, nem todo vídeo me excita. E a pornografia se tornou algo tão banal hoje em dia que é muito fácil encontrar esse conteúdo e ficar só rolando a tela, sem nada impressionante. Isso já acontece com uma seção qualquer de vídeos nas redes sociais, mas é impressionante também a quantidade de vídeos de teor sexual que fazem sucesso, uma pornografia velada (certamente criadores de conteúdo adulto produzindo algo mais light para “vender” o produto depois). Além disso, notícias de famosos falando da vida sexual sem rodeios pipocam nas redes sociais.
Eu não estou criticando isso. Eu sou muito longe de ser um cara puritano e “casto” para achar o conteúdo abominável, até porque as vezes perco um tempo consumindo, mas isso exemplifica o quão fácil é chegar a esse conteúdo apenas com o feed incitando você a acessar pornografia.
É como um viciado em jogos de aposta vendo inúmeros anúncios de famosos recomendando a “nova plataforma que pagará você se depositar 1 real”. Ele certamente terá vontade de perder esse 1 real e muito mais quando for jogar tentando ganhar algum lucro.
Voltando à pornografia nos tempos atuais, quando finalmente você encontra algo que lhe dê prazer (depois de ver milhares de vídeos), percebe o tempo perdido e sente aquele prazer imediato, como comer um Big Mac no almoço. Te satisfaz naquele momento, mas você poderia ter consumido uma refeição tão prazerosa com mais sustância no lugar.
No caso do prazer sexual, seria o sexo. Muito diferente da pornografia, certamente muito longe do glamour dos atores pornôs, mas muito melhor para a mente e para o corpo do que apenas assistir.
Mas mesmo homens com acesso ao sexo se masturbam, é um comportamento natural. O prazer sexual no fim é uma necessidade fisiológica e como qualquer outra necessidade, para a satisfação, precisa ser feita.
E aí me recordo da minha adolescência, o quão prazeroso era simplesmente tirar a roupa e bater uma usando qualquer artifício sem depender unicamente da visão da pornografia. Reservar um tempo para si, sem perder tempo procurando algo na internet. Você não depende de ninguém, apenas de si, o que torna a experiência mais interessante.
A pornografia como conhecemos é algo realmente recente. Nossos ancestrais certamente se satisfaziam com alguma coisa. Aliás, uns tempos atrás vi uma reportagem dizendo que possivelmente você viu mais pessoas peladas comparando com pessoas que nasceram séculos atrás, ainda mais em culturas que se preservam. Ver um homem sem camisa já era uma afronta.
Então podemos dizer que a pornografia é um vício moderno e como qualquer tipo de vício precisa ser tratado. Até é estranho pensar nisso, mas como é fácil se viciar em algo que parece que não é prejudicial, ver vídeos pornôs, mas qualquer vício é ruim. Álcool, jogos de azar, drogas.
E a pornografia certamente é uma das causas da sexualização do próprio nudismo, mas isso eu já falei neste post aqui
Hoje em dia eu estou trabalhando cada vez mais para não associar as duas coisas. Ficar pelado para mim significava ter prazer sexual, várias vezes através da pornografia.
Hoje em dia eu não sinto vontade de me aliviar todos os dias. Fui experimentando bater recordes de abstinência e como um nudista doméstico sinto que isso melhorou muito. Sem ereções, sem pensar em estímulos sexuais enquanto estou sem roupa, sem pensar em pegar meu pênis a qualquer momento, nem que seja só por sentir um pouco de prazer.
Isso me ajudou a evitar a pornografia ou pelo menos a controlar melhor. Ainda acesso, mas sem exageros, sem passar horas navegando. A masturbação, em dias selecionados na semana se torna muito melhor, eu reservo aquele momento só para mim. Um momentinho que todos os homens precisam ter, mas isolado e controlado.
Qual a opinião de vocês e como a pornografia afetou a suas vidas? Quem quiser compartilhar, comente.
- Lucas S
- Mensagens: 197
- Registrado em: Sáb 17 Ago 2024, 17:27
- Has thanked: 86 times
- Been thanked: 95 times
Re: Vício em pornografia
"Não sou viciado, não! Consumo bastante, é verdade, mas paro quando quero!" 
Brincadeiras à parte, esse é um assunto bem complexo. Eu até pensei em simplesmente falar do meu ponto de vista, mas iria dar um textão gigante falando só de mim mesmo, que ninguém iria querer ler! Então, acho que a melhor abordagem será eu "conversar" com o post inicial.
Mas, antes de começar, gostaria de definir alguns conceitos, só para garantirmos que estamos "na mesma página":
Nudez = exibição de qualquer pessoa sem roupa, em qualquer contexto, sendo essa nudez obrigatoriamente frontal, podendo ser total ou parcial.
Nudez sexualizada/sensualizada = exibição de uma pessoa sem roupa, se insinuando sexualmente.
Pornografia = Duas ou mais pessoas praticando ato sexual ou uma pessoa "solo" se masturbando.
Eu, ao contrário do Gabriel, quanto tinha 9 ou 10 anos, o meu interesse em ver gente pelada era muito alto! Mesmo muito novo, ver mulher pelada na TV fazia eu sentir tesão, ter ereção, embora eu não entendesse exatamente o porquê de eu reagir assim. E eu queria ver sempre mais.
E isso vinha desde muito novo. Aqui em casa, a televisão ficava ligada à noite quando passava o programa Cocktail na TV. Eu tinha quatro anos na época, assistia junto com os meus pais e ficava muito excitado vendo as mulheres tirando a roupa lá!
Eu também nunca tive acesso direto a uma Playboy ou qualquer "revista de mulher pelada" na época. Tomei o cuidado de dizer "acesso direto", porque sempre quando alguma famosa posava para a revista, a Hebe Camargo mostrava as fotos, sem censura, em seu programa semanal na televisão!
O fato é que, até hoje, o estímulo visual, para mim, sempre é maior que o da imaginação. Lembro-me que, recentemente, alguém do Reddit disse: "se você sente mais tesão com estímulo visual é porque você já está viciado em pornografia!". Então devo ser viciado em pornografia desde antes de conhecê-la, já que, comigo, sempre foi assim!
Dessa prática, resultou o fato que eu não preciso de nenhum pornô muito "pesado" para me satisfazer. Tanto que eu nem sei se dá para chamar de pornografia o conteúdo que consumo. A maioria é nudez sexualizada.
O que leva ao problema de homens, hoje em dia, terem receio de ver outros homens pelados, o que já foi abordado no outro tópico. Nessa parte, eu consegui evoluir bastante. Ao buscar aprender mais sobre nudismo, aprendi a encarar a nudez, inclusive a minha própria, nudez como algo normal e corriqueiro. Aprendi a diferenciar nudez não sexual de nudez sexualizada e a reagir adequadamente a cada uma.
Acho que consegui falar do tema sem me alongar muito. Se faltou esclarecer algo, sintam-se à vontade para fazer perguntas!
Brincadeiras à parte, esse é um assunto bem complexo. Eu até pensei em simplesmente falar do meu ponto de vista, mas iria dar um textão gigante falando só de mim mesmo, que ninguém iria querer ler! Então, acho que a melhor abordagem será eu "conversar" com o post inicial.
Mas, antes de começar, gostaria de definir alguns conceitos, só para garantirmos que estamos "na mesma página":
Nudez = exibição de qualquer pessoa sem roupa, em qualquer contexto, sendo essa nudez obrigatoriamente frontal, podendo ser total ou parcial.
Nudez sexualizada/sensualizada = exibição de uma pessoa sem roupa, se insinuando sexualmente.
Pornografia = Duas ou mais pessoas praticando ato sexual ou uma pessoa "solo" se masturbando.
Como já narrei aqui, desde criança eu sempre tive um acesso sem filtros a nudez/nudez sexualizada. Até porque, eu vivi os anos 90 e, nessa época, não tinha muito como fugir disso. Era mulher com os peitos à mostra em qualquer horário, a qualquer momento, quando se menos esperava. Era em filme da Sessão da Tarde, era nas tardes de domingo, nas aberturas de novela e até mesmo em propaganda de chuveiro! Meus pais não se importavam de eu estar presente quando passavam essas coisas na TV. Mas a nudez era sempre feminina. Nudez masculina, quando tinha, não era explícita.gabriels escreveu: Sex 27 Mar 2026, 18:16 Quando eu tinha meus 9 ou 10 anos, estudava na parte da manhã e como alguns dos meus amigos e colegas deram da mesma rua, a gente se reunia para brincar na rua mesmo. Como era uma tranquila, dava para correr e andar de bicicleta.
Certa vez, um dos vizinhos despejou o lixo na frente da casa e causou um rebuliço na garotada porque entre uma sacola e outra estava uma revista da Playboy. Na época eu sabia do que se tratava, mas nunca tive acesso a uma revista de “mulher pelada”, por razões óbvias. Acontece que um dos meus amigos que achou fez um estardalhaço quando começou a folhear. Eu nem consegui ver porque minha mãe que estava chegando do trabalho foi reclamar com o vizinho levando a revista e no fim eu não soube o destino dela. Só ouvi meus amigos comentando o que tinham visto e como ficaram alvoroçados com o acontecimento. Eu não entendia aquele entusiasmo todo. Na época eu só queria brincar, nem me interessava por essas coisas de ver gente pelada.
Eu, ao contrário do Gabriel, quanto tinha 9 ou 10 anos, o meu interesse em ver gente pelada era muito alto! Mesmo muito novo, ver mulher pelada na TV fazia eu sentir tesão, ter ereção, embora eu não entendesse exatamente o porquê de eu reagir assim. E eu queria ver sempre mais.
E isso vinha desde muito novo. Aqui em casa, a televisão ficava ligada à noite quando passava o programa Cocktail na TV. Eu tinha quatro anos na época, assistia junto com os meus pais e ficava muito excitado vendo as mulheres tirando a roupa lá!
Eu também nunca tive acesso direto a uma Playboy ou qualquer "revista de mulher pelada" na época. Tomei o cuidado de dizer "acesso direto", porque sempre quando alguma famosa posava para a revista, a Hebe Camargo mostrava as fotos, sem censura, em seu programa semanal na televisão!
Eu descobri a masturbação (no mais puro acaso) aos 12 anos e só fui ter acesso à internet (e à pornografia) aos 14, quase 15. Com isso, por muito tempo, eu também só tinha a imaginação para usar como estímulo. Quando vi um pornô pela primeira vez, o estímulo foi muito maior. Tive uma ereção tão intensa, que eu não imaginava ser possível ter. Ainda assim, eu tomava muito cuidado com pornografia na internet, pois, naquela época, era a receita para encher o computador de vírus.gabriels escreveu: Sex 27 Mar 2026, 18:16Mas não demorou muito para que meu interesse surgisse. Dois anos depois, descobri a magia que o pênis proporcionava com o autoamor e foi uma época de descobertas. Todo garoto passa por essa fase, faz parte se trancar no banheiro, tocar várias vezes por dia, etc. A minha primeira vez descobri por acidente. Ao tentar uma segunda vez repetir o feito, descobri que não bastava fazer movimentos, precisava de um estímulo.
Na época meu estímulo era minha imaginação e algumas revistas onde mulheres apareciam de biquínis. Eu tinha um ritual de bater uma no banheiro secundário da casa (ninguém usava), ficar completamente pelado e bater uma. Era um ritual demorado e planejado porque usar a imaginação nem sempre era o melhor estímulo. Mas eu gostava do tempo em que passava pelado.
Contudo, com a descoberta da pornografia na internet eu percebia que esse ritual era ruim. Porque agora eu tinha um estímulo visual. Como usava internet discada e usava apenas nos finais de semana, geralmente eu me divertia com fotos (até porque assistir um vídeo era impossível) e baixava elas numa pasta escondida, já que o computador era compartilhado. Não havia aba anônima, então eu ia lá e excluía o histórico do navegador. Nem sempre dava certo, meu pai já tinha visto algumas vezes o histórico da pesquisa. Não brigou comigo, mas toda vez que eu acessava ele dizia pra eu não entrar em sites inadequados para a minha idade. Eu obedecia? Óbvio que não.
O fato é que, até hoje, o estímulo visual, para mim, sempre é maior que o da imaginação. Lembro-me que, recentemente, alguém do Reddit disse: "se você sente mais tesão com estímulo visual é porque você já está viciado em pornografia!". Então devo ser viciado em pornografia desde antes de conhecê-la, já que, comigo, sempre foi assim!
A primeira vez que ouvi falar (ou melhor, li) sobre vício em pornografia foi um em blog sobre masculinidade que eu frequentava (cujo nome não irei mencionar aqui, pois tomou um rumo deplorável e nem sei se ainda está ativo). Fiquei chocado, pois, até então, não imaginava que isso existisse. E, de fato, também notei que eu estava ficando cada vez mais exigente com conteúdo pornô e que perdia tempo buscando algo que me satisfizesse. Desde então, passei a me policiar mais em relação a isso. Quando entro em um site de pornografia, eu preciso encontrar um conteúdo que me atraia em, no máximo, três páginas de pesquisa. Passou disso, sei que é hora de parar por um tempo e deixar a abstinência fazer a parte dela. Em uma semana recupero a "sensibilidade" e acho rapidinho algum conteúdo que me "interesse".gabriels escreveu: Sex 27 Mar 2026, 18:16A questão é que no início eu me excitava com qualquer imagem que via, então batia uma na frente do computador e era algo rápido. Quando finalmente pude assistir os vídeos agora com uma banda larga de maior velocidade, comecei a ser mais “exigente” em relação ao pornô. Podia passar mais de uma hora procurando um vídeo decente e não me contentava com qualquer coisa que aparecesse na frente. Com o passar dos anos, no auge da adolescência e no início da vida adulta eu precisava ver pornografia todos os dias, finalizando com a masturbação. Não havia ritual para ficar pelado, simplesmente pegava o pênis, tomando cuidado para não sujar as roupas (mas as vezes é inevitável). E no fim eu sentia um grande vazio. Foi uma hora de tempo perdida…
No final das contas a pornografia se torna um vício ruim. Conforme o tempo passa, nem todo vídeo me excita. E a pornografia se tornou algo tão banal hoje em dia que é muito fácil encontrar esse conteúdo e ficar só rolando a tela, sem nada impressionante. Isso já acontece com uma seção qualquer de vídeos nas redes sociais, mas é impressionante também a quantidade de vídeos de teor sexual que fazem sucesso, uma pornografia velada (certamente criadores de conteúdo adulto produzindo algo mais light para “vender” o produto depois). Além disso, notícias de famosos falando da vida sexual sem rodeios pipocam nas redes sociais.
Dessa prática, resultou o fato que eu não preciso de nenhum pornô muito "pesado" para me satisfazer. Tanto que eu nem sei se dá para chamar de pornografia o conteúdo que consumo. A maioria é nudez sexualizada.
Concordo 100% que a pornografia é uma das causas da sexualização do próprio nudismo. Tendo dito que boa parte do conteúdo que consumo é nudez sexualizada, eu não vejo problema nisso por si só. O problema está em levar para o lado sexual uma nudez que não tem essa intenção. Ou de achar que toda nudez, por si só, teria tal intenção.gabriels escreveu: Sex 27 Mar 2026, 18:16E a pornografia certamente é uma das causas da sexualização do próprio nudismo, mas isso eu já falei neste post aqui
Hoje em dia eu estou trabalhando cada vez mais para não associar as duas coisas. Ficar pelado para mim significava ter prazer sexual, várias vezes através da pornografia.
O que leva ao problema de homens, hoje em dia, terem receio de ver outros homens pelados, o que já foi abordado no outro tópico. Nessa parte, eu consegui evoluir bastante. Ao buscar aprender mais sobre nudismo, aprendi a encarar a nudez, inclusive a minha própria, nudez como algo normal e corriqueiro. Aprendi a diferenciar nudez não sexual de nudez sexualizada e a reagir adequadamente a cada uma.
Uma coisa que nunca busquei e que nunca tive interesse de ir atrás são recordes de abstinência. Também não sou de me aliviar todos os dias. Mas evito ficar muito tempo sem, para prevenir ejaculação noturna ou bolas doloridas (blue balls). Com disse antes, busco manter um certo controle, mas sem exageros. Geralmente, uma semana, para mim, costuma ser suficiente.gabriels escreveu: Sex 27 Mar 2026, 18:16Hoje em dia eu não sinto vontade de me aliviar todos os dias. Fui experimentando bater recordes de abstinência e como um nudista doméstico sinto que isso melhorou muito. Sem ereções, sem pensar em estímulos sexuais enquanto estou sem roupa, sem pensar em pegar meu pênis a qualquer momento, nem que seja só por sentir um pouco de prazer.
Isso me ajudou a evitar a pornografia ou pelo menos a controlar melhor. Ainda acesso, mas sem exageros, sem passar horas navegando. A masturbação, em dias selecionados na semana se torna muito melhor, eu reservo aquele momento só para mim. Um momentinho que todos os homens precisam ter, mas isolado e controlado.
Acho que consegui falar do tema sem me alongar muito. Se faltou esclarecer algo, sintam-se à vontade para fazer perguntas!
- gabriels
- Site Admin
- Mensagens: 246
- Registrado em: Sáb 17 Ago 2024, 17:03
- Has thanked: 98 times
- Been thanked: 92 times
Re: Vício em pornografia
Valeu Lucas pela sua contribuição, sempre interessante.
Os anos 80-90 ao meu ver pareciam muito mais adeptos ao exibir o nu, especialmente o feminino. Nasci em 95, então não peguei o "auge", mas eu era uma criança dos anos 2000 cujos filmes da época de 80 e 90 ainda faziam bastante sucesso. A exibição de seios é bastante comum nos filmes (hoje em dia em qualquer produção para +16 anos em alguma cena de sexo), mas nos filmes do passado comédias leves como Um Príncipe em Nova York e o icônico Apertem os Sinos... O Piloto Sumiu exibem a nudez feminina sem o contexto sexual.
Também peguei a fase da Banheira do Gugu, embora quando se é criança a gente não entende muito bem a malícia, mas o pessoal aqui em casa assistia normalmente com a família reunida. Quando eu era criança eu também as vezes ficava com uma ereção ao ver uma mulher de biquíni. Lembro de ter comentado com meu pai sobre isso e ele ter dado uma risada, falando que era normal, um dia eu entenderia.
Mas o acesso ao sexo em si só tive através da pornografia. Eu até pensava antes, na minha cabeça inocente de que "o homem engravidava da mulher apenas dormindo (literalmente) pelado com ela. Inocência, que bom que cresci assim.

Os anos 80-90 ao meu ver pareciam muito mais adeptos ao exibir o nu, especialmente o feminino. Nasci em 95, então não peguei o "auge", mas eu era uma criança dos anos 2000 cujos filmes da época de 80 e 90 ainda faziam bastante sucesso. A exibição de seios é bastante comum nos filmes (hoje em dia em qualquer produção para +16 anos em alguma cena de sexo), mas nos filmes do passado comédias leves como Um Príncipe em Nova York e o icônico Apertem os Sinos... O Piloto Sumiu exibem a nudez feminina sem o contexto sexual.
Também peguei a fase da Banheira do Gugu, embora quando se é criança a gente não entende muito bem a malícia, mas o pessoal aqui em casa assistia normalmente com a família reunida. Quando eu era criança eu também as vezes ficava com uma ereção ao ver uma mulher de biquíni. Lembro de ter comentado com meu pai sobre isso e ele ter dado uma risada, falando que era normal, um dia eu entenderia.
Mas o acesso ao sexo em si só tive através da pornografia. Eu até pensava antes, na minha cabeça inocente de que "o homem engravidava da mulher apenas dormindo (literalmente) pelado com ela. Inocência, que bom que cresci assim.
Estamos sim na mesma página e lembrando que pode ser fotografia, ilustração e vídeosLucas S escreveu: Sex 27 Mar 2026, 21:48
Nudez = exibição de qualquer pessoa sem roupa, em qualquer contexto, sendo essa nudez obrigatoriamente frontal, podendo ser total ou parcial.
Nudez sexualizada/sensualizada = exibição de uma pessoa sem roupa, se insinuando sexualmente.
Pornografia = Duas ou mais pessoas praticando ato sexual ou uma pessoa "solo" se marturbando.
- Lucas S
- Mensagens: 197
- Registrado em: Sáb 17 Ago 2024, 17:27
- Has thanked: 86 times
- Been thanked: 95 times
Re: Vício em pornografia
Cara, eu nunca consegui entender a polêmica envolvendo a Banheira do Gugu. Apenas uma brincadeira em que casais, com trajes de banho, buscavam, um deles pegar sabonetes enquanto o outro tentava impedir. O que há de errado nisso? Tudo bem que, de vez em quando, alguns biquínis saíam do lugar (e eu sabia até qual modelo de biquíni era mais propenso a cair!), mas programa ao vivo é assim mesmo, não dá para borrar as imagens!gabriels escreveu: Sex 27 Mar 2026, 22:07 Também peguei a fase da Banheira do Gugu, embora quando se é criança a gente não entende muito bem a malícia, mas o pessoal aqui em casa assistia normalmente com a família reunida.
Mas, falando sério. A coisa ali era bem implícita. A malícia estava mais nos olhos de quem via. O programa do Gugu tinha coisas muito mais explícitas. Como pro exemplo, quando ia lá um cirurgião plástico divulgar o seu trabalho com próteses de silicone, com direito a mulheres mostrando os seios ali mesmo no palco, com direito a close no "trabalho" feito ali, para não perder nenhum detalhe! O que era a Banheira perto disso? Sempre achei essa polêmica exagerada.
- gabriels
- Site Admin
- Mensagens: 246
- Registrado em: Sáb 17 Ago 2024, 17:03
- Has thanked: 98 times
- Been thanked: 92 times
Re: Vício em pornografia
Eu também não, especialmente agora que cantoras famosas vão em programas de TV com danças e letras sexualmente sugestivas e até explícitas, além é claro de qualquer novela atual ter simulações cada vez mais intensas de coito.Lucas S escreveu: Sex 27 Mar 2026, 22:23Cara, eu nunca consegui entender a polêmica envolvendo a Banheira do Gugu. Apenas uma brincadeira em que casais, com trajes de banho, buscavam, um deles pegar sabonetes enquanto o outro tentava impedir. O que há de errado nisso? Tudo bem que, de vez em quando, alguns biquínis saíam do lugar (e eu sabia até qual modelo de biquíni era mais propenso a cair!), mas programa ao vivo é assim mesmo, não dá para borrar as imagens!gabriels escreveu: Sex 27 Mar 2026, 22:07 Também peguei a fase da Banheira do Gugu, embora quando se é criança a gente não entende muito bem a malícia, mas o pessoal aqui em casa assistia normalmente com a família reunida.
Mas, falando sério. A coisa ali era bem implícita. A malícia estava mais nos olhos de quem via. O programa do Gugu tinha coisas muito mais explícitas. Como pro exemplo, quando ia lá um cirurgião plástico divulgar o seu trabalho com próteses de silicone, com direito a mulheres mostrando os seios ali mesmo no palco, com direito a close no "trabalho" feito ali! O que era a Banheira perto disso? Sempre achei essa polêmica exagerada.
Aí você vê que os 90 eram até fichinha perto de hoje, com as músicas como "cair na boquinha da garrafa" ao invés de "soca, soca" atualmente
- Lucas S
- Mensagens: 197
- Registrado em: Sáb 17 Ago 2024, 17:27
- Has thanked: 86 times
- Been thanked: 95 times
Re: Vício em pornografia
Sim! Antigamente, as músicas tinham duplo sentido. Hoje as músicas têm um único e inequívoco sentido!gabriels escreveu: Sex 27 Mar 2026, 22:30 Aí você vê que os 90 eram até fichinha perto de hoje, com as músicas como "cair na boquinha da garrafa" ao invés de "soca, soca" atualmente![]()
- Garoto_Brabo
- Mensagens: 18
- Registrado em: Qui 26 Mar 2026, 11:56
- Has thanked: 16 times
- Been thanked: 17 times
Re: Vício em pornografia
Concordo com tudo o que disse, em conversas anteriores com você revelei que tenho o mesmo desejo, desassociar a ideia de nudismo com sexo, ou momento de se tocar.gabriels escreveu: Sex 27 Mar 2026, 18:16
Qual a opinião de vocês e como a pornografia afetou a suas vidas? Quem quiser compartilhar, comente.
Eu descobri o sexo muito cedo, sendo exposto a momentos sexuais com meus pais por exemplo, flagrando, ou até mesmo presenciando tudo sem entender no início, mas foi esses momentos que me incitaram a procurar mais e pesquisar sobre o assunto, do porque ouvia tantos gemidos. Infelizmente pra uma criança ou adolescente na época isso é novidade, mas não importa a idade o seu corpo responde, e a resposta do meu corpo era excitação e curiosidade.
Por intermédio do meu irmão aprendi a me masturbar, e daí em diante começou a me apresentar conteúdos pornográficos e foi daí em diante que me viciei.
Entre 12 e 19 anos eu me via praticamente todos os dias batendo uma, eu literalmente me masturbava aonde eu podia, na rua em alguma viela, no mato, eu estava viciado em me tocar em todos os momentos e não percebia o quão estava me fazendo mau.
Quando percebi pela roda de amigos que eu era o único viciado, e que muitos deles batiam uma para aliviar sem assistir nada, e como uma forma de “conhecer” o corpo que fui analisando a situação.
Resumindo, minha relação com punheta não era das melhores, hoje venho desassociando a excitação com ereção, sexo ou momento de prazer com nudismo, o que é um processo muito novo para mim, contudo, lendo seus relatos me dá esperança de que um dia eu consiga vencer esse desastre pertinente na vida de todo homem jovem que, em algum momento se manchou com a indústria pornográfica.
- Lucas S
- Mensagens: 197
- Registrado em: Sáb 17 Ago 2024, 17:27
- Has thanked: 86 times
- Been thanked: 95 times
Re: Vício em pornografia
Interessante observar como existem dois extremos. Enquanto você foi exposto ao sexo e à pornografia muito novo, eu já demorei demais para "despertar" para isso, justamente por falta de exposição.Garoto_Brabo escreveu: Sáb 28 Mar 2026, 11:17 Concordo com tudo o que disse, em conversas anteriores com você revelei que tenho o mesmo desejo, desassociar a ideia de nudismo com sexo, ou momento de se tocar.
Eu descobri o sexo muito cedo, sendo exposto a momentos sexuais com meus pais por exemplo, flagrando, ou até mesmo presenciando tudo sem entender no início, mas foi esses momentos que me incitaram a procurar mais e pesquisar sobre o assunto, do porque ouvia tantos gemidos. Infelizmente pra uma criança ou adolescente na época isso é novidade, mas não importa a idade o seu corpo responde, e a resposta do meu corpo era excitação e curiosidade.
Por intermédio do meu irmão aprendi a me masturbar, e daí em diante começou a me apresentar conteúdos pornográficos e foi daí em diante que me viciei.
Entre 12 e 19 anos eu me via praticamente todos os dias batendo uma, eu literalmente me masturbava aonde eu podia, na rua em alguma viela, no mato, eu estava viciado em me tocar em todos os momentos e não percebia o quão estava me fazendo mau.
Quando percebi pela roda de amigos que eu era o único viciado, e que muitos deles batiam uma para aliviar sem assistir nada, e como uma forma de “conhecer” o corpo que fui analisando a situação.
Resumindo, minha relação com punheta não era das melhores, hoje venho desassociando a excitação com ereção, sexo ou momento de prazer com nudismo, o que é um processo muito novo para mim, contudo, lendo seus relatos me dá esperança de que um dia eu consiga vencer esse desastre pertinente na vida de todo homem jovem que, em algum momento se manchou com a indústria pornográfica.
Como relatei anteriormente, desde cedo eu fui exposto à nudez, tanto sexual quanto não-sexual. Já a exposição à pornografia e sexo foi somente quando fui ter acesso à internet mesmo, lá nos meus "quatorze-quase-quinze" anos.
O Gabriel comentou sobre a visão inocente dele sobre como um homem engravidava uma mulher, mas a minha não era muito diferente. Aos dez anos de idade, na quarta série (equivalente ao quinto ano do fundamental hoje), a última matéria do ano na disciplina de Ciências foi o sistema reprodutor (ou aparelho reprodutor, não lembro). Lembro-me que, no alto da minha inocência, não entendi nada de coisa alguma! Por exemplo, eu tinha entendido que, para um homem engravidar uma mulher, os espermatozóides tinham que sair do corpo dele pelo pênis e entrar no corpo da mulher pela vagina. Mas não tinha ficado claro para mim como se dava esse processo. Na apostila dizia que "o pênis penetra" na vagina, mas eu não entendia o que exatamente era "penetrar". Também não entendia o conceito de ejaculação. Até lembro de ter visto essa palavra na apostila, mas eu não fazia ideia do que significava. Também falava de sêmen ou esperma, que eu também não tinha entendido o que era. O que me levou a concluir que, para engravidar uma mulher, o homem apenas encostava(!) o pênis (mole!) na vulva da mulher e, de alguma forma, os espermatozóides, microscópicos, invisíveis, saíam dali e entravam no corpo dela! Quando vi uma cena de sexo explícito pela primeira vez, repito, isso aos quase quinze anos de idade, fiquei chocado ao observar que o homem realmente introduzia o seu membro (duro) no corpo da mulher! Era nesse nível a minha ignorância!
Em relação a ejaculação, eu não sabia que do pênis saísse qualquer outro tipo de fluido que não fosse urina. Quando eu estava na sexta série (sétimo ano) aos 12 anos de idade, meus colegas viviam falando de punheta, fazendo gestos e eu não fazia ideia do que eles estavam falando. Até que um deles me explicou que, na punheta, saía um líquido esbranquiçado do pênis que eles chamavam de "gozo". Eu fiquei horrorizado com aquilo! Não queria aquilo acontecendo comigo, não! Não demorou muito para eu me dar conta que aquilo era a tal da ejaculação, esperma, sêmen, que eu tinha lido na apostila da escola. Mas só não tinha ficado claro como isso acontecia. Será que era algo involuntário, que simplesmente "saía" e pronto? Passei um bom tempo com medo de ter uma ejaculação espontânea! E eu ainda não tinha entendido o que raios era punheta! De início, eu achava que "bater punheta" fosse apenas mais uma gíria para "transar", mas depois vi que não era assim. Depois ouvi, na televisão, falarem que um homem foi visto se masturbando em público. "Masturbando"?! Mais uma palavrinha nova que eu acabava de conhecer, mas não fazia ideia do que significava. Até procurei no dicionário, mas a explicação aumentou ainda mais as minhas dúvidas, em vez de saná-las.
Nesse ponto, alguém deve estar querendo me perguntar: "Mas os seus pais nunca conversaram sobre sexo com você?". Não. Nunca. Por mais que eles dissessem que estavam abertos a responder qualquer dúvida que eu tivesse, eu era tímido demais para entrar nesse assunto. Certa vez, quando já tinha internet em casa, o meu pai me disse "Já que você não quer perguntar, pelo menos pesquise na internet. Mas pesquise em fontes sérias. Assistir um casal fazendo sexo de qualquer jeito não vai te ajudar em nada!".
Mas, voltando aos meus tempos de pré-adolescente. Uma coisa que a minha mãe sempre falava, desde criança, era que, durante o banho, eu deveria lavar muito bem o meu pênis e que, para isso, eu deveria retrair totalmente o prepúcio para que a limpeza ficasse completa. Só que, naquela idade, eu tinha uma sensibilidade muito intensa na cabeça no pênis. Só de movimentar a pele eu já sentia uma dor terrível, como se fossem agulhadas. Então, acabava que, no banho, eu nunca fazia o que a minha mãe me recomendava. E ela também falava que, se eu não lavasse direito, poderia gerar uma infecção bem séria ali. Aí eu não lavava por conta da sensibilidade, mas morria de medo da tal infecção. Até que um dia, isso já com 12 anos, no banho, descobri que, se eu movimentasse bem rápido a pele de pênis, expondo só um pedacinho da cabeça e já cobrindo de novo, não doía. Então eu tive a ideia de movimentar bem rápido a pele, descobrindo e cobrindo a cabeça repetidas vezes, debaixo do chuveiro, deixando cair água ali, para tentar fazer uma limpeza ao menos parcial. Fazer isso me deixou de pinto duro, o que facilitou ainda mais o trabalho. Mas aí, de fazer isso, comecei a sentir uma coisa que nunca tinha sentido antes. Uma sensação agradável e que só aumentava o meu tesão. Seria isso o tal do "prazer sexual" que eu vivia ouvindo falar na televisão e não sabia do que se tratava? Sim, era! Mas aí, eu me dei conta que estava demorando muito no banho, parei com a brincadeira e continuei o banho. Até então, eu não sabia que aquilo tinha um "final"!
Aí, toda vez que eu tinha oportunidade, eu ficava fazendo aquela "brincadeira". Até que um dia, sentado na privada, estava lá eu aproveitando o momento para brincar com o meu pinto, até que senti que algo estava prestes a sair dali, como se fosse uma vontade de mijar. Assustado, instintivamente, direcionei o meu pinto para dentro da privada, mas não percebi nada sair. Quando fui olhar, tinha uma gotinha de um líquido esbranquiçado. "PQP! Eu gozei!". Eu quase entrei em um desespero que vocês não fazem ideia! Limpei com papel, mas parecia estar saindo mais, bem aos poucos. Levantei dali, terminei o meu "serviço", dei descarga, saí do banheiro e decidi que nunca mais iria fazer aquilo de novo!
Até que, certa madrugada, tive um sonho estranho. Sonhei que tinha ido dormir na casa de um amigo (curiosamente, o "amigo" que aparecia no sonho não era ninguém que eu conhecesse na vida real, apenas alguém da minha idade) e que, no meio da noite, eu tinha mijado na cama, enquanto ele ria sem parar do acontecido. Foi só isso o sonho. Quando acordei cedo para ir à escola, tirei o pijama para trocar de roupa, deparei-me com uma mancha molhada na minha cueca! O meu primeiro pensamento foi "PQP! Sonhei que estava mijando e acabei mijando de verdade!". Mas havia coisas estranhas ali. Primeiro que eu não estava sentindo cheiro de mijo. Segundo, que só a cueca estava molhada. A calça do pijama estava seca e a roupa de cama também, felizmente. Aquilo me deixou muito intrigado. "Será que eu gozei dormindo?", perguntei-me. Já emendando com outra questão: "E é possível alguém gozar dormindo?". Tal situação se repetiu mais algumas vezes nas semanas seguintes, sempre acompanhadas do susto de eu achar que tinha mijado na cama! Até que um dia, a TV estava ligada, estava passando um programa em que as pessoas perguntavam sobre sexo para um sexólogo e ali se falou se "ejaculação noturna". Nem prestei atenção no contexto, mas só esse termo solto já me fez concluir "Ahá! Então foi isso que aconteceu comigo!". Até que resolvi perguntar para um colega de escola, que só falava de p*taria, se um dia ele já tinha acordado com a cueca molhada. Ele deu risada e disse que sim, quando ele tinha algum sonho erótico. No meu caso, eu não tinha sonho erótico, mas entendi, de uma vez por todas o que acontecia.
Depois de ter entendido melhor sobre a ejaculação, isso deixou de ser algo assustador para mim, mas ainda intimidava. Voltei para punheta (que eu ainda não sabia que era punheta), mas, como eu ainda tinha um certo "medo" de gozar, eu não "finalizava", ia somente até eu perceber que estava prestes a gozar. E qualquer lugar era lugar de bater umazinha. Em qualquer lugar da casa, que não tivesse ninguém vendo, eu tirava o pinto para fora e mandava ver, só cuidando para não gozar. Obviamente, era comum eu me empolgar e acabar passando do "ponto de não retorno", e acabava gozando na cueca mesmo. O que levou ao aparecimento de "manchas misteriosas" nas peças de roupa, que deixaram a minha mãe muito preocupada com o que poderia estar acontecendo comigo (ela achava que eu pudesse estar com alguma infecção, mas eu jurava que era só urina que pingava ali depois de eu terminar de mijar!
Mas eu ficava me perguntando se aquela "brincadeira" era eu que tinha inventado, ou se todo mundo fazia isso. Se era isso a tal punheta que os meus colegas de escola viviam falando. Para encurtar a história, eu só fui saber que isso o que eu fazia era punheta quando vi um pornô que aparecia uma cena de uma cara fazendo a mesma coisa que eu! E, eu, inocente, mal sabia disso.
Enfim, essa história toda, só para demonstrar como a falta de exposição ao assunto me deixou um tanto "deslocado" da realidade. Enquanto meus colegas tinham um entendimento ao menos básico da coisa, eu ficava completamente perdido na minha inocência! Um rumo totalmente oposto de quem descobre essas coisas cedo.
- gabriels
- Site Admin
- Mensagens: 246
- Registrado em: Sáb 17 Ago 2024, 17:03
- Has thanked: 98 times
- Been thanked: 92 times
Re: Vício em pornografia
Eu agradeço que tenha vivido na "inocência" por um bom tempo. Creio que tudo na vida tem um tempo para acontecer, cedo ou tarde. Eu, por exemplo, fico feliz que ocupei minha infância para fazer coisas de criança e quando entrei na adolescência descobri isso numa época da vida que nos preparamos para a vida adulta.Lucas S escreveu: Sáb 28 Mar 2026, 15:39
Enfim, essa história toda, só para demonstrar como a falta de exposição ao assunto me deixou um tanto "deslocado" da realidade. Enquanto meus colegas tinham um entendimento ao menos básico da coisa, eu ficava completamente perdido na minha inocência! Um rumo totalmente oposto de quem descobre essas coisas cedo.
Ainda mais com notícias de gravidez na adolescência, mas essa é outra história.
Eu também descobri a punheta sozinho, em uma noite em que comecei a me mexer nos cobertores. Eu achava que tinha mijado, estava escuro e o sêmen era bem mais líquido nessa época. Mas gostei da sensação, tanto que no dia seguinte tentei "mijar' daquele jeito novamente no banheiro. Esperei o mijo e acabei me assustando com o que saiu.
Também tive pouca instrução sobre o assunto por parte dos pais. Sempre me trataram como se eu já soubesse, tanto que quando cresci conversam sobre sexo, fazendo piadas, nada muito educativo. Descobri mais pela internet como o Lucas
Essa é uma coisa que falarei com meus filhos, se tiver. Não é para ser um assunto complicado, é algo básico da vida humana.
- Garoto_Brabo
- Mensagens: 18
- Registrado em: Qui 26 Mar 2026, 11:56
- Has thanked: 16 times
- Been thanked: 17 times
Re: Vício em pornografia
Muito interessante como nos homens temos nossos momentos curiosos, e o despertar pela sexualidade. Não somente a sexualidade, mas a curiosidade pelo corpo, me faz lembrar quando comecei a explorar áreas erógenas e perceber que não sentia apenas excitação movimentando ou tocando meu pênis, mas outras áreas do meu corpo.Lucas S escreveu: Sáb 28 Mar 2026, 15:39Interessante observar como existem dois extremos. Enquanto você foi exposto ao sexo e à pornografia muito novo, eu já demorei demais para "despertar" para isso, justamente por falta de exposição.Garoto_Brabo escreveu: Sáb 28 Mar 2026, 11:17 Concordo com tudo o que disse, em conversas anteriores com você revelei que tenho o mesmo desejo, desassociar a ideia de nudismo com sexo, ou momento de se tocar.
Eu descobri o sexo muito cedo, sendo exposto a momentos sexuais com meus pais por exemplo, flagrando, ou até mesmo presenciando tudo sem entender no início, mas foi esses momentos que me incitaram a procurar mais e pesquisar sobre o assunto, do porque ouvia tantos gemidos. Infelizmente pra uma criança ou adolescente na época isso é novidade, mas não importa a idade o seu corpo responde, e a resposta do meu corpo era excitação e curiosidade.
Por intermédio do meu irmão aprendi a me masturbar, e daí em diante começou a me apresentar conteúdos pornográficos e foi daí em diante que me viciei.
Entre 12 e 19 anos eu me via praticamente todos os dias batendo uma, eu literalmente me masturbava aonde eu podia, na rua em alguma viela, no mato, eu estava viciado em me tocar em todos os momentos e não percebia o quão estava me fazendo mau.
Quando percebi pela roda de amigos que eu era o único viciado, e que muitos deles batiam uma para aliviar sem assistir nada, e como uma forma de “conhecer” o corpo que fui analisando a situação.
Resumindo, minha relação com punheta não era das melhores, hoje venho desassociando a excitação com ereção, sexo ou momento de prazer com nudismo, o que é um processo muito novo para mim, contudo, lendo seus relatos me dá esperança de que um dia eu consiga vencer esse desastre pertinente na vida de todo homem jovem que, em algum momento se manchou com a indústria pornográfica.
Como relatei anteriormente, desde cedo eu fui exposto à nudez, tanto sexual quanto não-sexual. Já a exposição à pornografia e sexo foi somente quando fui ter acesso à internet mesmo, lá nos meus "quatorze-quase-quinze" anos.
O Gabriel comentou sobre a visão inocente dele sobre como um homem engravidava uma mulher, mas a minha não era muito diferente. Aos dez anos de idade, na quarta série (equivalente ao quinto ano do fundamental hoje), a última matéria do ano na disciplina de Ciências foi o sistema reprodutor (ou aparelho reprodutor, não lembro). Lembro-me que, no alto da minha inocência, não entendi nada de coisa alguma! Por exemplo, eu tinha entendido que, para um homem engravidar uma mulher, os espermatozóides tinham que sair do corpo dele pelo pênis e entrar no corpo da mulher pela vagina. Mas não tinha ficado claro para mim como se dava esse processo. Na apostila dizia que "o pênis penetra" na vagina, mas eu não entendia o que exatamente era "penetrar". Também não entendia o conceito de ejaculação. Até lembro de ter visto essa palavra na apostila, mas eu não fazia ideia do que significava. Também falava de sêmen ou esperma, que eu também não tinha entendido o que era. O que me levou a concluir que, para engravidar uma mulher, o homem apenas encostava(!) o pênis (mole!) na vulva da mulher e, de alguma forma, os espermatozóides, microscópicos, invisíveis, saíam dali e entravam no corpo dela! Quando vi uma cena de sexo explícito pela primeira vez, repito, isso aos quase quinze anos de idade, fiquei chocado ao observar que o homem realmente introduzia o seu membro (duro) no corpo da mulher! Era nesse nível a minha ignorância!
Em relação a ejaculação, eu não sabia que do pênis saísse qualquer outro tipo de fluido que não fosse urina. Quando eu estava na sexta série (sétimo ano) aos 12 anos de idade, meus colegas viviam falando de punheta, fazendo gestos e eu não fazia ideia do que eles estavam falando. Até que um deles me explicou que, na punheta, saía um líquido esbranquiçado do pênis que eles chamavam de "gozo". Eu fiquei horrorizado com aquilo! Não queria aquilo acontecendo comigo, não! Não demorou muito para eu me dar conta que aquilo era a tal da ejaculação, esperma, sêmen, que eu tinha lido na apostila da escola. Mas só não tinha ficado claro como isso acontecia. Será que era algo involuntário, que simplesmente "saía" e pronto? Passei um bom tempo com medo de ter uma ejaculação espontânea! E eu ainda não tinha entendido o que raios era punheta! De início, eu achava que "bater punheta" fosse apenas mais uma gíria para "transar", mas depois vi que não era assim. Depois ouvi, na televisão, falarem que um homem foi visto se masturbando em público. "Masturbando"?! Mais uma palavrinha nova que eu acabava de conhecer, mas não fazia ideia do que significava. Até procurei no dicionário, mas a explicação aumentou ainda mais as minhas dúvidas, em vez de saná-las.
Nesse ponto, alguém deve estar querendo me perguntar: "Mas os seus pais nunca conversaram sobre sexo com você?". Não. Nunca. Por mais que eles dissessem que estavam abertos a responder qualquer dúvida que eu tivesse, eu era tímido demais para entrar nesse assunto. Certa vez, quando já tinha internet em casa, o meu pai me disse "Já que você não quer perguntar, pelo menos pesquise na internet. Mas pesquise em fontes sérias. Assistir um casal fazendo sexo de qualquer jeito não vai te ajudar em nada!".
Mas, voltando aos meus tempos de pré-adolescente. Uma coisa que a minha mãe sempre falava, desde criança, era que, durante o banho, eu deveria lavar muito bem o meu pênis e que, para isso, eu deveria retrair totalmente o prepúcio para que a limpeza ficasse completa. Só que, naquela idade, eu tinha uma sensibilidade muito intensa na cabeça no pênis. Só de movimentar a pele eu já sentia uma dor terrível, como se fossem agulhadas. Então, acabava que, no banho, eu nunca fazia o que a minha mãe me recomendava. E ela também falava que, se eu não lavasse direito, poderia gerar uma infecção bem séria ali. Aí eu não lavava por conta da sensibilidade, mas morria de medo da tal infecção. Até que um dia, isso já com 12 anos, no banho, descobri que, se eu movimentasse bem rápido a pele de pênis, expondo só um pedacinho da cabeça e já cobrindo de novo, não doía. Então eu tive a ideia de movimentar bem rápido a pele, descobrindo e cobrindo a cabeça repetidas vezes, debaixo do chuveiro, deixando cair água ali, para tentar fazer uma limpeza ao menos parcial. Fazer isso me deixou de pinto duro, o que facilitou ainda mais o trabalho. Mas aí, de fazer isso, comecei a sentir uma coisa que nunca tinha sentido antes. Uma sensação agradável e que só aumentava o meu tesão. Seria isso o tal do "prazer sexual" que eu vivia ouvindo falar na televisão e não sabia do que se tratava? Sim, era! Mas aí, eu me dei conta que estava demorando muito no banho, parei com a brincadeira e continuei o banho. Até então, eu não sabia que aquilo tinha um "final"!
Aí, toda vez que eu tinha oportunidade, eu ficava fazendo aquela "brincadeira". Até que um dia, sentado na privada, estava lá eu aproveitando o momento para brincar com o meu pinto, até que senti que algo estava prestes a sair dali, como se fosse uma vontade de mijar. Assustado, instintivamente, direcionei o meu pinto para dentro da privada, mas não percebi nada sair. Quando fui olhar, tinha uma gotinha de um líquido esbranquiçado. "PQP! Eu gozei!". Eu quase entrei em um desespero que vocês não fazem ideia! Limpei com papel, mas parecia estar saindo mais, bem aos poucos. Levantei dali, terminei o meu "serviço", dei descarga, saí do banheiro e decidi que nunca mais iria fazer aquilo de novo!
Até que, certa madrugada, tive um sonho estranho. Sonhei que tinha ido dormir na casa de um amigo (curiosamente, o "amigo" que aparecia no sonho não era ninguém que eu conhecesse na vida real, apenas alguém da minha idade) e que, no meio da noite, eu tinha mijado na cama, enquanto ele ria sem parar do acontecido. Foi só isso o sonho. Quando acordei cedo para ir à escola, tirei o pijama para trocar de roupa, deparei-me com uma mancha molhada na minha cueca! O meu primeiro pensamento foi "PQP! Sonhei que estava mijando e acabei mijando de verdade!". Mas havia coisas estranhas ali. Primeiro que eu não estava sentindo cheiro de mijo. Segundo, que só a cueca estava molhada. A calça do pijama estava seca e a roupa de cama também, felizmente. Aquilo me deixou muito intrigado. "Será que eu gozei dormindo?", perguntei-me. Já emendando com outra questão: "E é possível alguém gozar dormindo?". Tal situação se repetiu mais algumas vezes nas semanas seguintes, sempre acompanhadas do susto de eu achar que tinha mijado na cama! Até que um dia, a TV estava ligada, estava passando um programa em que as pessoas perguntavam sobre sexo para um sexólogo e ali se falou se "ejaculação noturna". Nem prestei atenção no contexto, mas só esse termo solto já me fez concluir "Ahá! Então foi isso que aconteceu comigo!". Até que resolvi perguntar para um colega de escola, que só falava de p*taria, se um dia ele já tinha acordado com a cueca molhada. Ele deu risada e disse que sim, quando ele tinha algum sonho erótico. No meu caso, eu não tinha sonho erótico, mas entendi, de uma vez por todas o que acontecia.
Depois de ter entendido melhor sobre a ejaculação, isso deixou de ser algo assustador para mim, mas ainda intimidava. Voltei para punheta (que eu ainda não sabia que era punheta), mas, como eu ainda tinha um certo "medo" de gozar, eu não "finalizava", ia somente até eu perceber que estava prestes a gozar. E qualquer lugar era lugar de bater umazinha. Em qualquer lugar da casa, que não tivesse ninguém vendo, eu tirava o pinto para fora e mandava ver, só cuidando para não gozar. Obviamente, era comum eu me empolgar e acabar passando do "ponto de não retorno", e acabava gozando na cueca mesmo. O que levou ao aparecimento de "manchas misteriosas" nas peças de roupa, que deixaram a minha mãe muito preocupada com o que poderia estar acontecendo comigo (ela achava que eu pudesse estar com alguma infecção, mas eu jurava que era só urina que pingava ali depois de eu terminar de mijar!). Somente aos 13 anos, perdi totalmente o medo de ejacular e "tomei gosto pela coisa". Aí, era todo dia! Eu chagava da escola, almoçava e ia direto para o banheiro bater umazinha.
Mas eu ficava me perguntando se aquela "brincadeira" era eu que tinha inventado, ou se todo mundo fazia isso. Se era isso a tal punheta que os meus colegas de escola viviam falando. Para encurtar a história, eu só fui saber que isso o que eu fazia era punheta quando vi um pornô que aparecia uma cena de uma cara fazendo a mesma coisa que eu! E, eu, inocente, mal sabia disso.
Enfim, essa história toda, só para demonstrar como a falta de exposição ao assunto me deixou um tanto "deslocado" da realidade. Enquanto meus colegas tinham um entendimento ao menos básico da coisa, eu ficava completamente perdido na minha inocência! Um rumo totalmente oposto de quem descobre essas coisas cedo.
Obrigado pelo seu comentário, muito interessante a maneira que encontrou com seu corpo. Me pergunto se ainda por vezes você interrompe fazendo o “coito”, por lembrar a sensação de quanto adolescente.
- Rapha Didone
- Mensagens: 39
- Registrado em: Dom 22 Fev 2026, 18:27
- Has thanked: 23 times
- Been thanked: 19 times
Re: Vício em pornografia
Cara, excelente texto! Vou deixar um pouco da minha vivência com a pornografia.gabriels escreveu: Sex 27 Mar 2026, 18:16 Esse é um assunto que queria abordar há tempos, desde que o Macho Natural era apenas um blog e não um fórum, mas fiquei inspirado com algumas mensagens que li aqui e recebi.
Quando eu tinha meus 9 ou 10 anos, estudava na parte da manhã e como alguns dos meus amigos e colegas deram da mesma rua, a gente se reunia para brincar na rua mesmo. Como era uma tranquila, dava para correr e andar de bicicleta.
Certa vez, um dos vizinhos despejou o lixo na frente da casa e causou um rebuliço na garotada porque entre uma sacola e outra estava uma revista da Playboy. Na época eu sabia do que se tratava, mas nunca tive acesso a uma revista de “mulher pelada”, por razões óbvias. Acontece que um dos meus amigos que achou fez um estardalhaço quando começou a folhear. Eu nem consegui ver porque minha mãe que estava chegando do trabalho foi reclamar com o vizinho levando a revista e no fim eu não soube o destino dela. Só ouvi meus amigos comentando o que tinham visto e como ficaram alvoroçados com o acontecimento. Eu não entendia aquele entusiasmo todo. Na época eu só queria brincar, nem me interessava por essas coisas de ver gente pelada.
...
Bem, para começar, considero a pornografia um tema complexo, mas para mim, ela nunca foi entretenimento, foi um abismo. Sei que para muitos pode ser algo inofensivo ou passageiro ou até controlável, mas no meu contexto, ela agiu como uma droga silenciosa que alterou minha percepção de realidade desde muito cedo. Comecei aos 9 anos, com as revistas escondidas do meu pai. O que começou como curiosidade infantil se transformou em um hábito solitário de madrugadas em claro assistindo Emmanuelle na Band ou vasculhando fitas cassete pornô do meu pai, às escondidas. Ou talvez tudo isso tenha começado lá atrás quando dormia no mesmo quarto que meus pais aos 3-4 anos. Via-os cobertos, a cama batendo na parede, gemidos.
Enfim, talvez o problema de começar tão cedo é que você não aprende a processar o desejo de forma saudável. E pior, utilizei a pornografia para anestesiar minha dor existência. Então, passei a utilizá-la como muleta. Logo, para mim, a pornografia não foi uma escolha de lazer, foi uma armadilha que moldou meu cérebro antes mesmo de eu entender o que era o amor ou a intimidade real. Se antes o acesso era limitado pelo que eu encontrava escondido, a internet discada abriu as comportas de um oceano sem fim. Eu usava cada vez mais aquela dopamina barata para calar minhas dores, minhas inseguranças e o vazio que eu sentia.
O erro mais comum que cometi foi acreditar que o casamento seria a cura. Eu pensava: "quando eu tiver uma mulher ao meu lado, não precisarei mais disso". Ingênuo que fui, o vício não é sobre falta de sexo, é sobre um mecanismo de fuga. Em vez de parar, eu me afundei ainda mais. O vício se tornou um terceiro elemento na minha cama, um fantasma que roubava minha presença. Meu corpo estava ali com minha esposa, mas não minha mente, minha mente era dela, era da pornografia. Cheguei ao ponto mais sombrio da minha conduta: após sessões exaustivas de punhetas solitárias, após achar o vídeo perfeito pornô durante o dia, eu me sentia vazio e incapaz de dar atenção à minha esposa. Para esconder minha impotência física e emocional , eu provocava brigas propositalmente. Eu a desestimulava, criava um clima hostil para que ela não me procurasse sexual, simplesmente porque eu já havia gasto toda a minha energia diante de uma tela. Era uma forma cruel de autoproteção do vício. Ali era só eu e o vício!
A virada veio quando encontrei um fórum de reversão do vício em pornografia. Pela primeira vez, vi que não era um monstro, mas alguém doente. Vivi o milagre da sobriedade por mais de um ano, mas a autoconfiança me traiu. Comecei com pequenas concessões: um olhar rápido, um vídeo "leve", uma busca despretensiosa. Para quem já viveu sob o domínio cruel do vício, entende que ele é um predador que não aceita migalhas, ele quer o banquete inteiro. Não digo que voltei ao fundo do poço, mas me vi caminhando para perder os limites novamente. Então, dei um stop, não posso ferir minha esposa novamente. Sim, eu já conheço o caminho da luz. E, por isso, estou implementando cada estratégia de novo, lutando cada hora como se fosse a última. Não é apenas sobre parar de ver vídeos, é sobre recuperar o homem que eu deveria ter sido antes daquelas revistas aos 9 anos de idade, antes mesmo de tudo.
Não quero, com tudo isso, demonizar a pornografia de forma genérica ou moralista. Reconheço que o mundo é vasto e que cada indivíduo possui sua própria relação com o consumo de imagens. Para muitos, talvez seja apenas um entretenimento passageiro, algo que entra e sai da rotina sem deixar cicatrizes ou rastros de destruição. O meu relato não é um julgamento sobre o que o outro faz, mas uma constatação sobre o que a pornografia fez comigo. Para o meu sistema nervoso, moldado desde os 9 anos por aquelas revistas e fitas, ela nunca foi um lazer, foi uma substância altamente viciante que sequestrou minha capacidade de sentir prazer nas coisas simples e reais. O problema não é apenas o vídeo na tela, mas o que ele substitui: o diálogo com minha esposa, a energia para o trabalho, a presença de espírito e, acima de tudo, a verdadeira intimidade. Quando eu escolhia a tela, eu estava, na verdade, fugindo de mim mesmo.
- Lucas S
- Mensagens: 197
- Registrado em: Sáb 17 Ago 2024, 17:27
- Has thanked: 86 times
- Been thanked: 95 times
Re: Vício em pornografia
Concordo integralmente. Tudo tem o tempo certo. Cedo demais é (muito) prejudicial. Tarde demais, pode ser ruim também.gabriels escreveu: Sáb 28 Mar 2026, 15:57 Eu agradeço que tenha vivido na "inocência" por um bom tempo. Creio que tudo na vida tem um tempo para acontecer, cedo ou tarde. Eu, por exemplo, fico feliz que ocupei minha infância para fazer coisas de criança e quando entrei na adolescência descobri isso numa época da vida que nos preparamos para a vida adulta.
Ainda mais com notícias de gravidez na adolescência, mas essa é outra história.
Igualmente, sou grato por não ter sido exposto ao sexo e à pornografia explícita jovem demais. Nudez eu não vejo problema ter sido exposto desde muito novo, acho que até foi positivo, para me ajudar a normalizá-la. Nudez sexualizada, talvez tenha sido inadequado, mas não chegou a causar danos.
Só acho que, no auge da adolescência, eu ainda era ingênuo demais, a ponto de possivelmente ter causado um certo "atraso" no meu desenvolvimento na época. E isso pode acabar abrindo portas para outros se aproveitarem da situação! Por isso digo que o outro extremo, demorar para entender certas coisas, também pode ser ruim.
- waywarrior
- Mensagens: 8
- Registrado em: Sex 27 Fev 2026, 09:29
- Has thanked: 3 times
- Been thanked: 15 times
Re: Vício em pornografia
Embora eu não tenha lido todos os textos, por serem extensos, conheço os principais impactos que o consumo excessivo de pornografia pode gerar, especialmente quando se transforma em vício. Esse é um ponto relevante e que merece atenção. No entanto, também é possível observar que a pornografia, em determinados contextos, pode funcionar como ferramenta de autoconhecimento. Muitas pessoas entram em contato com desejos, fantasias e aspectos da própria sexualidade que antes pareciam incomuns ou isolados, e percebem que não estão sozinhas nessas experiências.
Ao mesmo tempo, é importante considerar o contexto social em que esse consumo acontece. O sexo e a sexualidade ainda são temas cercados por tabu, vergonha e pouca abertura para diálogo franco e educativo. Quando desejos sexuais, que fazem parte da dimensão natural do ser humano, são constantemente reprimidos ou moralizados, cria-se um ambiente de silêncio e culpa.
Nesse cenário, a pornografia pode acabar sendo utilizada como espaço de validação e exploração privada desses desejos. Por isso, a questão tende a ser mais ampla do que a pornografia em si. Ela envolve a forma como a sociedade lida com educação sexual, comunicação aberta e desenvolvimento saudável da sexualidade. Reduzir o debate apenas ao consumo do conteúdo pode obscurecer fatores culturais e emocionais que também contribuem para o problema.
Ao mesmo tempo, é importante considerar o contexto social em que esse consumo acontece. O sexo e a sexualidade ainda são temas cercados por tabu, vergonha e pouca abertura para diálogo franco e educativo. Quando desejos sexuais, que fazem parte da dimensão natural do ser humano, são constantemente reprimidos ou moralizados, cria-se um ambiente de silêncio e culpa.
Nesse cenário, a pornografia pode acabar sendo utilizada como espaço de validação e exploração privada desses desejos. Por isso, a questão tende a ser mais ampla do que a pornografia em si. Ela envolve a forma como a sociedade lida com educação sexual, comunicação aberta e desenvolvimento saudável da sexualidade. Reduzir o debate apenas ao consumo do conteúdo pode obscurecer fatores culturais e emocionais que também contribuem para o problema.
-
ɹɐʎɐʇsɐɔnl
- Mensagens: 2
- Registrado em: Dom 03 Mai 2026, 10:04
Re: Vício em pornografia
O vício em pornografia nunca foi confirmado pela ciência médica; é mais uma invenção da geração Z, sem embasamento científico. No universo LGBTQIAPN+, a hipersexualização, junto com a pornografia digital, é algo considerado comum em certos contextos. Além disso, é normal, e pode até ser saudável, que um homem se masturbe algumas vezes por semana, pois isso pode contribuir para a prevenção de problemas na próstata e para a diminuição da ansiedade. Estamos vivendo em uma época em que, muitas vezes, a tendência é ser excessivamente politicamente correto, e tudo acaba se resumindo a pautas idiotas de julgamento.